quinta-feira, 19 de maio de 2011

no presente, um passado que não existiu

fiquei olhando pr'aquela perguntinha do facebook: no que você está pensando agora?
isso, depois de ter olhado umas fotos de amigos que tive no passado, mas que, infelizmente, hoje, não posso mais chamá-los assim
daí fiquei me perguntando: como é que a gente perde um amigo?
caramba ... pessoas que a gente ama e que queremos perto de nós e em nossas vidas, se possível, por uma vida inteira. como é que a gente deixa de ter esse amigo? não consigo atinar uma resposta.
fiquei olhando pr'aquelas fotos, uma ou outra da época em que eu até existia naquelas vidas, e... era como se eu nunca tivesse feito parte daquelas histórias. assustador. será que eu me apaguei dessas vidas? será que alguém que a gente um dia podia jurar ser um companheiro, uma companheira, amiga de verdade, quando sai da nossa vida e a gente nem entende o por que, foi mesmo nossa amiga?
porque amigos se desentendem, se magoam, mas quando têm a chance, se perdoam.
uma coisa é verdade, preciso aprender a soltar todos os fios do meu passado, coisa difícil essa (pra mim). talvez eu fique buscando no presente, um passado que nem existiu ...
de qualquer forma, acho que descobri que ainda hoje amo essas pessoas. ufa! sabe que é bom poder sentir e dizer isso. prefiro assim, se não a gente acaba escolhendo a mágoa, a raiva, a inveja ou a indiferença. e, nesse caso, isso é uma mentira. eles todos não são indiferentes pra mim, simplesmente porque um dia, eu os amei de verdade.
mas não sei se superei a falta de amor deles, e esse é um problema meu.

ps: lembrando que isso não tem nada a ver com aqueles deliciosos amigos que ficamos um tempão sem ver, e quando nos encontramos parece que o tempo mal passou... amoooo!

Um comentário:

  1. Entendo bem suas angústias... a unica coisa lúcida que posso dizer, e que ainda posso estar enganada, é que eu acho que cada um só deixa de amar o próximo por muitos muito seus. Mas é verdade existem aqueles que talvez nunca tenham nos amado, e nós achando que éramos amadas. Esse engano dói muito descobrir. Quando acho que perdi o amor de alguém eu costumo, quando posso, perguntar qual foi a chavinha que eu ou a própria pessoa girou para mudar de direção o amor que antes vinha pra mim. Nas situações em que me fizeram esta pergunta eu acabei tendo sempre a mesma resposta... padrão pessoal talvez, mas parece que eu Hany só deixo de amar se me sinto desamparada... maluco né! E vc o que faz vc deixar de amar? Quanto aos fios do passado, acho o desapego o único verdadeiro caminho para felicidade... não é não considerar ou esquecer é apenas dar outro lugar a eles.... bjs Hany Morgenstern

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